Brazilian Real expected to strengthen further

Darwin Dib´s analysis on the Brazilian FX market (Unibanco´s Economic Focus, on Feb 14th) is unique: it combines deep understanding of trends and policies over the last two or three years with careful consideration of the Brazilian Central Bank´s policy alternatives. Its main point: as long as Brazilian economic indicators remain strong and Fed´s “revealed preferences” allow lower volatility in Treasury Bonds market, attempts to contain the appreciation of the Brazilian currency are destined to be precarious. Add to that the opportunities expected to arise from the Country´s experience on ethanol as a substitute/complement for gasoline and from the growing international demand for commodities… yep, there may be no stopping of the appreciation pressures in 2007... to say absolutely the least!

Forecasting inflation

You see? It’s harder than people think... Wall Street was expecting a 1.9% jump of the PCE - Fed´s favorite inflation measure for quite some time, now - for the 4th quarter, 2006. And they couldn’t be more wrong: 0.8% deflation, the largest in more than 50 years! Preliminary figures, ok... but nonetheless...

Reflexões otimistas a respeito do PAC

O Programa de Aceleração do Crescimento, anunciado nesta semana pelo Governo Federal, têm sido (merecidamente) bastante criticado na imprensa - pela ênfase no papel do Estado como propulsor do crescimento, pelo compromisso reiterado com o crescimento das despesa com pessoal nos gastos da União, pela lógica bastante questionável das projeções apresentadas, etc...
Em todo caso, há sempre razões para justificar alguma esperança, ainda que corramos o risco de sermos considerados irrealistas ou inocentes. Aqui vão algumas delas:

a. Não conheço (pessoalmente) NENHUM economista - dentro ou fora do governo - em Brasília que leve à sério as projeções de crescimento do PIB que permitirão a melhoria significativa do quadro fiscal, como nos foi apresentado. É, portanto, um típico "me engana que eu gosto!", que acabará levando o governo a contigenciar recursos para o próprio PAC ao longo de 2007;

b. O próprio fato de o Ministro da Fazenda apresentar números que mostrem qualquer consideração à "coerência fiscal" do PAC... isso JÁ é alguma coisa;

c. Ainda que o superávit primário EFETIVO das contas públicas se aproxime de 3,5% do PIB, o impacto das reduções na Selic - já realizadas - permite trajetória medíocre porém estável ao déficit nominal e à dívida líquida do setor público.

Já com relação às razões para pessimismo, deixo-as para os leitores destas mal-traçadas linhas.

Beijing sinaliza: diversificação de reservas internacionais

Há alguns meses, em conversa informal com amigos economistas, propus que países emergentes como o Brasil - cujos Bancos Centrais têm sido forçados a comprar enormes somas de dólares para evitar contínuas apreciações das suas moedas nacionais - adotassem estratégias menos conservadoras de gestão das reservas internacionais. O ponto central do meu argumento: ultrapassado um determinado nível, o acúmulo de ativos de baixíssimo risco, como os títulos do tesouro americano, não traria benefícios. Reforçava ainda esse argumento com a idéia de que era possível diversificar e ampliar a rentabilidade da "carteira", sem que isso implicasse dano à imagem de solvência do país.

Não houve o que fizesse meus amigos mudarem de idéia: com reservas internacionais não se brinca! Pois bem, segundo o Financial Times de hoje, as autoridades chinesas começam a sinalizar que a gestão de seu US$ 1 trilhão de dólares de reservas internacionais pode ser mais... interessante!

Quem?

Economaia, Luiz Maia's weblog, to be born soon.
Economaia, registro pessoal de Luiz Maia, a nascer brevemente.