Fichas Tópicos de Macro

Finalmente, venho submeter a ficha de aula para as primeiras duas semanas, conforme prometido (versão revista e ampliada)... basta clicar AQUI para baixá-la...
.
Novidade (08/04): clique AQUI para a versão final das fichas para as semanas 3 e 4 do curso, incluindo sugestão de exercícios.
.
.
OUTRA NOVIDADE: clique AQUI para baixar a versão final das fichas para a semana 5 - finalmente!
.
Abraços!

Material de Aulas, Semestre 2011:1

Conforme anunciado em sala, seguem abaixo links para os materiais de suporte às aulas desse primeiro semestre. Todos arquivos estão em formato"zip", exigindo um software como o que é disponibilizado mais adiante - para aqueles cujos computadores ainda não tenham um programa equivalente:
.
Arquivo Economia 1 - Completo
.
Arquivo Economia Política - Completo
.
Com relação à disciplina Tópicos de Macro, sob minha responsabilidade pela primeira vez, segue arquivo com material de suporte apenas para as duas primeiras semanas do curso:
.
Arquivo Tópicos de Macro - Semana 1
.
Clique AQUI para baixar programa "zip"
.

Sobre o Filme "Inside Job"

É bom ter ex-alunos que nos contactam para conversar sobre questões da atualidade econômica. Dessa vez, vou fazer reflexões sobre o filme Inside Job e sobre alguns aspectos da teoria e da prática econômica.

Antes de tudo, esclareço que não vi o filme ainda, mas li e conversei sobre seu enredo com colegas economistas. Ouvi dizer que é um bom filme, e pretendo assistir em breve.

Há uma questão plenamente compreendida pela teoria econômica, mas de difíceis tratamento e aplicação práticas. Trata-se da associação entre os problema de Informação Assimétrica e Risco Moral. Vamos entedê-la.

Os executivos são, em geral, contratados para a gestão de grandes empresas que não lhes pertencem. Os sócios dessas empresas (ou os conselhos de administração) estabelecem contratos com os gestores, tentando direcionar seus esforços ao alcance de metas bem estabelecidas. Mas não há como monitorar o trabalho desses gestores 24 horas por dia, de modo a garantir que suas ações estejam perfeitamente alinhadas com os objetivos dos acionistas. Assim, os dois grupos têm acessos diferenciados às informações sobre a condução dos negócios - o que chamamos de Informação Assimétrica.

Diante dessa contigência da relação entre donos e gestores (que em economês seriam "principais" e "agentes", respectivamente), a remuneração de executivos é estruturada de modo a ser tão mais alta quanto for sua aderência às expectativas dos sócios. Os bônus por resultado ou por desempenho são, ainda hoje, a maneira mais empregada para fazê-lo.

Aqui entra a questão do Risco Moral: estabelecidos os critérios para pagamento de bônus, a cada trimestre ou ano, os executivos lançam mão de toda sorte de instrumentos para alcançar as metas - muitas vezes agindo de maneira anti-ética ou em oposição aos objetivos de longo prazo da organização. As medidas adotadas para estimular o comprometimento com a organização e com o sucesso dos negócios acabam levando, em muitos casos, aos seus opostos: descompromisso com a organização (e, sim, com ganhos pessoais) e fracasso da empresa. Essa questão, plenamente compreendida pela teoria econômica, segue fragilizando a prática econômica e tornando ainda mais instável o sistema econômico.

O que fazer? Exigir maior transparência nas ações dos gestores? Forçá-los a passar quase a metade do seu dia em reuniões com sócios e membros do conselho de administração? Estabelecer novas agências reguladoras, com mais poderes para fiscalizar e multar os que se comportam de maneira indesejada? Banir da indústria os culpados? Todas essas alternativas vêm sendo usadas, mas nada indica que elas eliminarão o problema.

Mas quem disse que precisamos eliminar o problema? Assaltos a banco, corrupção de governos, crimes contra crianças e idosos... nada disso pode ser eliminado de nossa sociedade, na prática. No entanto, temos meios legais, institucionais e tecnológicos cada vez mais poderosos para dissuadir os infratores.

Creio que é por esse caminho que poderemos avançar, na gestão de agências tanto públicas como privadas.









Desequilíbrios globais: inflação cá, recessão acolá?

Um bom ex-aluno de MBA pediu minha ajuda para entender a conjuntura econômica global... é "conversa pra mais de hora", mas segue abaixo minhas respostas a dúvidas específicas que ele colocou:

1) Com as grandes economias ainda crescendo pouco e com desafios com as taxas de emprego no mundo, como poderia a inflação ser pressionada para cima?

A pressão que a demanda da China exerce sobre os mercados de matérias primas e commodities (petróleo, inclusive) é muito forte, provocando pressão sobre os preços gerais, via elevação de custos...em alguns mercados, como no Brasil, há combinação de crescimento das demandas interna e externa. A oferta interna de produtos DERIVADOS das matérias primas sofre uma contração... no nosso diagrama demanda e oferta, temos a demanda se deslocando MUITO para a direita, enquanto a oferta se desloca apenas um pouco para a esquerda... no novo equilíbrio, temos preços elevados e quantidades totais negociadas expandidas. Em outros países, com demandas internas e externas mais fracas, apenas o choque negativo de oferta se faz ver... gerando alta de preços e recessão.

2) Existe o aumento dos preços das commodities - alimentos e infra-estrutura - em função de uma forte demanda mundial, ainda muito dependente da China. Mas será que depois de fortes retrações, Crise Fiscal na Europa e Financeira nos USA, este aumento da demanda por commodities é suficientemente elevado para justificar tamanha preocupação com a Inflação?

Não se esqueça que também há perspectivas de forte demanda por commodities para os próximos 10 anos! Com isso e com a baixíssima taxa de juros que vigora na europa e eua, comprar derivativos (futuros) de commodities é a bolha do momento. O fato é que enquanto as economias desenvolvidas patinam, seus bancos centrais praticam políticas monetárias expansivas (taxas de juros baixíssimas)... ouro, moedas de emergentes e commodities são o refúgio para a busca de rentabilidade mais alta, pressionando para cima seus valores.

3) No caso dos emergentes, é compreensível a pressão inflacionária devido às fortes taxas de crescimento nos diferentes países - China, India e Brasil. Enfim, num primeiro momento, me parece antagônico o aumento da pressão inflacionária num mundo que estava aterrorizado com a crise financeira mundial e fiscal na Europa há 6 meses atrás.

O paradoxo está mesmo nos desequilíbrios globais: seguimos dividindo o mundo em duas partes – uma que poupa demais (exportações maiores que importações pelo sudeste asiático e pelos exportadores de petróleo são acúmulos de direito a comprar no futuro, ou seja, poupança) e acumula divisas estrangeiras para evitar a natural valorização de suas moedas; outra parte que gasta demais (balança comercial negativa e déficits fiscais elevados), tentando sair da recessão.

Para desarmar a bomba, poupadores têm que gastar mais no exterior e permitir a valorização de suas moedas (o que estimularia exportações européias e americanas), gastadores teriam que conter ou reduzir seus déficits na balança comercial (seja com expansão das exportações ou com contenção – cuidadosa, para não virar guerra comercial – de suas importações. O problema é que, politicamente, culpa-se quem está tentando limpar a bagunça... não quem a armou. Há quanto tempo você não escuta falar do “gênio” Greenspan? E do George Bush? Das lideranças chinesas, pouco se pode esperar: o regime se sustenta na ponta da baioneta e na prosperidade semi-capitalista. Pagamos hoje uma conta muito alta por termos crescido bastante e de maneira desequilibrada entre 2002 e 2008. Na agenda, ainda temos desalavancagem, imigração, aquecimento global e governança global... desafios para os próximos 40 anos.

Você é contra o salário mínimo a R$ 580?

Bom, eu sou. Os melhores argumentos para se entender o porquê desta opinião tão facilmente criticável foram reunidos pelo Mansueto Almeida, leitura que sugiro a todos (clique aqui!).
.

Ambiente Macro (Ibmec, dez/2010)

Conforme combinado, seguem abaixo links para os exercícios de revisão na disciplina Ambiente Macroeconômico. Note que os links se tornarão ativos gradualmente, para que os amigos tentem resolver os exercícios antes de conferirem as repostas submetidas pelo professor.
.
1a. Lista de Exercícios (disponível desde 10/12)
.
Respostas para 1a. Lista (disponível em 13/12)
.
2a. Lista de Exercícios (disponível em 15/12)
.
Respostas para 2a. Lista (disponível em 15/01)
.
Abraços a todos!

Prova Final de Economia Política

As notas da 3a. V.A. já estão no SIGA. Seis alunos ficaram para prova final. A última avaliação ocorrerá no dia 14/12, 18:30 hs.

Montadora de Auto em PE

Segundo vêm noticiando diversos veículos de imprensa, o Presidente Lula e o Governador Campos estão guardando, a sete chaves, o "segredo" sobre anúncio de montadora de automóveis a se instalar em Pernambuco. Clique aqui para ler matéria. O detalhe interessante é que outros Estados do Nordeste ainda estariam na disputa, segundo boatos.

Revista Negócios PE

O jornalista Drayton Nejaim está à frente de um belíssimo projeto, a Revista Negócios PE. A publicação é quase toda produzida na forma de Estudos de Casos, constituindo material interessantíssimo para o enriquecimento das (minhas) aulas de economia com elementos regionais. Para conferir, clique AQUI.

Notas de 2a. V.A.

Caros alunos, as notas da 2a. V.A. de Economia 1 estarão no SIGA logo mais, à noite (01/12). Já as notas da 2a. V.A. de Economia Política, serão lançadas na sexta-feira, dia 03/12.
.
LEMBRO A TODOS DE COMPARECEREM À COORDENAÇÃO, NA SEXTA-FEIRA 03/12, PARA VOTAREM NO NOSSO NOVO COORDENADOR (À TARDE OU À NOITE).
.
Abraços, Luiz Maia.